VÍDEO: adolescente raspa cabeça para apoiar tia em tratamento contra câncer em MT
Adolescente raspa a cabeça em apoio à tia com câncer em MT Um vídeo publicado nas redes sociais viralizou após a jovem Layza Dantas, de 18 anos, raspar a c...
Adolescente raspa a cabeça em apoio à tia com câncer em MT Um vídeo publicado nas redes sociais viralizou após a jovem Layza Dantas, de 18 anos, raspar a cabeça em apoio à tia, Paula Dantas, de 31 anos, que enfrenta um tratamento contra o câncer pela segunda vez, em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. A gravação já ultrapassou 5 milhões de visualizações. No vídeo, Paula aparece ao lado do marido enquanto se prepara para cortar o cabelo, momento considerado simbólico no tratamento contra a doença, segundo o casal. Durante a gravação, ela é surpreendida ao ver a sobrinha também raspando a cabeça. Ao abraçá-la, Layza diz: “Você não está sozinha” (veja vídeo acima). Ao g1, Layza contou que a decisão foi tomada um dia antes, quando a tia a convidou para ir ao salão. A jovem acompanhou de perto os momentos difíceis enfrentados pela tia durante o tratamento e afirmou que quis transformar o momento em uma demonstração de apoio e carinho. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp “Eu fiquei com isso na cabeça, de que eu iria enfrentar o processo de ver o cabelo crescer novamente junto com ela. Eu sei que, por mais que ela falasse que estava tranquila em perder o cabelo, ela não estava. Cansei de chegar na casa dela e ver a cara dela de choro, mas agindo como se tivesse tudo bem. [...] Eu não poderia deixar ela passar por isso sozinha novamente”, relatou a sobrinha. Ao g1, Paula contou que se sentiu muito apoiada e acolhida pelo gesto da sobrinha. “Eu me senti muito amada. Não é qualquer pessoa que raspa a cabeça assim. Achei muito lindo”, afirmou. A relação Paula, seu marido e sua sobrinha Layza, após o corte de cabelo. Reprodução Paula contou que a sobrinha sempre teve uma relação muito próxima com a família e foi criada junto com ela desde pequena. Segundo ela, as duas moravam na mesma casa, junto com a mãe e os irmãos. Anos depois, Paula se casou e alçou voos, mas as duas continuaram mantendo uma relação próxima. Ela relatou ainda que, após a morte de uma das irmãs, decidiu buscar a sobrinha em Cuiabá para morar com ela por um período. Depois, a jovem voltou para Campo Novo do Parecis para viver com a mãe, mas o vínculo entre as duas permaneceu forte. Ela relata o quanto sente orgulho da sobrinha e do apoio que tem recebido durante o tratamento contra o câncer. “Hoje eu dou graças a Deus por ter ajudado a cuidar dela, porque ela está aí demonstrando essa força, essa mulher guerreira que ela é. Ela está me ajudando a enfrentar esse câncer”, disse. O tratamento O primeiro diagnóstico de câncer veio em 2023. No ano seguinte, ela iniciou o tratamento. Reprodução Paula enfrentou uma sequência de cirurgias e tratamentos contra o câncer desde os 28 anos. Após passar por quimioterapia, radioterapia e retirar o útero e os ovários, ela decidiu remover as duas mamas depois de enfrentar novas suspeitas da doença. Segundo Paula, o primeiro diagnóstico de câncer veio em 2023. No ano seguinte, ela iniciou o tratamento, encerrado em dezembro de 2024. Durante o processo, ela fez oito sessões de quimioterapia, 30 de radioterapia e uma cirurgia para retirada de parte da mama, além do esvaziamento da axila. Em janeiro de 2025, logo após concluir o tratamento, Paula precisou passar por uma nova cirurgia. Aos 29 anos, ela retirou o útero e os ovários após sofrer três hemorragias. Ela contou ainda que voltou a realizar exames após enfrentar duas novas suspeitas de câncer. Apesar de a biópsia não confirmar a doença, os exames apontaram classificação Bi-RADS 5, considerada de alta suspeita para câncer de mama. Diante do histórico da doença, Paula e o médico mastologista tomaram uma decisão. “Graças a Deus não era câncer, mas devido a ter passado duas suspeitas, a gente entrou em um acordo, eu e o meu mastologista, e decidimos tirar as minhas duas mamas”, afirmou. Paula afirmou que encontra força na família para continuar enfrentando o tratamento contra o câncer. Segundo ela, o apoio do marido, da sobrinha e do filho tem sido essencial durante o processo. Apesar das dificuldades, ela contou que tenta manter a fé e o otimismo durante a luta contra a doença. “Não é fácil passar por um câncer pela segunda vez, é muito difícil. Mas Deus me curou do primeiro, já me curou do segundo. A medicina está avançada e, quando a gente decide lutar, a gente vence”, afirmou. Ela também relatou sobre os sentimentos provocados pela doença. “Ela dá medo, a gente tem angústia, a gente sofre, mas eu profetizo na minha vida que esse câncer eu já venci”, concluiu otimista. Paula com seu marido e filho, Fábio e Miguel. Reprodução