Tumulto em ônibus no Recife termina com passageira presa em flagrante por desacato e desobediência

Passageira é presa em flagrante após tumulto no Terminal da Macaxeira, no Recife Reprodução/WhatsApp Uma passageira de 69 anos foi presa em flagrante após ...

Tumulto em ônibus no Recife termina com passageira presa em flagrante por desacato e desobediência
Tumulto em ônibus no Recife termina com passageira presa em flagrante por desacato e desobediência (Foto: Reprodução)

Passageira é presa em flagrante após tumulto no Terminal da Macaxeira, no Recife Reprodução/WhatsApp Uma passageira de 69 anos foi presa em flagrante após um tumulto dentro de um ônibus no Terminal da Macaxeira, na Zona Norte do Recife. A idosa "proferiu ofensas contra uma policial militar e teria feito declarações de cunho racial", de acordo com a Polícia Militar (PM), e foi detida por desacato e desobediência, segundo a Polícia Civil, que investiga o caso. O caso ocorreu no sábado (17) num ônibus da linha 1906 - TI Pelópidas / TI Macaxeira, do Consórcio Conorte. A passageira, identificada como Maria José, voltava de um ato político pela reeleição do presidente Lula (PT) com uma bandeira vermelha quando foi acusada por uma policial militar de ter cometido injúria racial, de acordo com o advogado Pedro Josephi, que defende a idosa. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Por meio de nota, o Conorte informou que: o motorista do ônibus pediu à passageira que se afastasse da área de visão do retrovisor lateral do veículo ou embarcasse pela porta do meio, mas ela não atendeu às orientações; a idosa manifestou a intenção de hastear a bandeira política na parte frontal do ônibus; "a equipe operacional do consórcio foi acionada e, após tentativas de diálogo sem sucesso, a Polícia Militar foi chamada”. Agora no g1 Ao g1, o advogado da passageira disse que a idosa e o motorista do ônibus, de nome não divulgado, discutiram dentro do ônibus. “O motorista pediu que ela se retirasse, fosse lá para trás ou não estivesse com a bandeira dentro daquele local. E aí começou uma pequena discussão. O motorista informou que não ia sair com o ônibus do terminal e chamou a polícia. A polícia informou que a viagem só aconteceria se ela se retirasse do ônibus, e ela se negou. A polícia a retirou ela à força, algemou, colocou ela dentro de um camburão e levaram para a delegacia de plantão de Santo Amaro”, contou Pedro Josephi. O Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) declarou que recebeu informações não oficiais de que a Polícia Militar foi hostilizada pela passageira durante a abordagem e tomou providências. Em nota, a PM disse a mulher resistiu às orientações da equipe, além de proferir ofensas contra uma policial militar e declarações de cunho racial. “No termo circunstanciado assinado na delegacia, não ficou consubstanciada essa imputação. O que ela questionou à policial feminina no momento da sua prisão foi: 'você, uma mulher jovem e negra, me prendeu? Eu tenho idade de ser sua avó, e você está prendendo outra mulher negra?'. Foi isso que foi dirigido à policial feminina”, disse o advogado da passageira. Pedro Josephi também explicou que foi lavrado um primeiro Boletim de Ocorrência que determinava a condução de Maria José para uma audiência de custódia, mas o documento foi anulado por falta de informações. “Ela não está respondendo por injúria racial, apenas pelos ilícitos administrativos ou civis”, contou. Maria José foi levada à Central de Plantões da Capital (Ceplanc), no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife. A defesa da passageira afirmou que ela não deveria ter sido encarcerada, e sim liberada sob o pagamento de fiança. “Deveria ter sido arbitrada fiança desde o início, mas ela ficou lá na carceragem, sem nenhum tipo de assistência. Ficamos até às 3 horas da manhã de sábado para que fosse refeito o procedimento”, afirmou o advogado. A fiança da idosa foi paga pelo Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), que também colaborou com a defesa da passageira. Agora, cabe ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) verificar se há indícios de que Maria José cometeu algum crime. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias