Polilaminina: estudante baleado dentro de escola no PI não poderá participar de tratamento inovador
Polilaminina: estudante baleado dentro de escola no PI não poderá participar de tratamento João Lucas Campelo, de 17 anos, ficou tetraplégico após ser bale...
Polilaminina: estudante baleado dentro de escola no PI não poderá participar de tratamento João Lucas Campelo, de 17 anos, ficou tetraplégico após ser baleado em 2024 pela ex-namorada dentro de uma escola particular em Teresina. A família buscou uma vaga para testar o tratamento experimental com polilaminina que está sendo utilizado em pacientes tetraplégicos com resultados inovadores. De acordo com a mãe de João, Cleytiana Campelo, o quadro de saúde do filho não permitiu que ele participasse da pesquisa. ➡️A polilaminina vem sendo estudada há mais de 20 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O composto é uma versão recriada em laboratório da laminina, proteína presente no desenvolvimento embrionário e ajuda os neurônios a se conectarem (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp De acordo com Cleytiana, três elementos foram cruciais para que João não pudesse participar dos testes: a bala ainda estar alojada, ser menor de idade e a condição neurológica. "E como o João ainda não recebe comandos totais, porque ele teve uma questão de uma parada respiratória que trouxe um pouco de danos neurológicos e os exames dizem uma coisa, e apesar da gente vê que ele está consciente, mas ainda não fala, então ele precisaria estar respondendo a comandos. Então, é a questão do problema neurológico associado com o projétil e a idade" descreve a mãe. João foi baleado na cabeça no dia 4 de dezembro de 2024, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar de lamentar pela negativa da equipe de pesquisadores da UFRJ, Cleytiana reconhece que o 'filho estar vivo já é um milagre'. "Peço que continuem na fé comigo, orando, intercedendo pelo neurológico e pelos pulmões do João. Porque eu creio que o Senhor está fazendo. O João está vivo até hoje por causa da fé e das orações. João é um milagre" afirma Cleytiana. Cleytiana usa o perfil nas redes sociais para postar a evolução do filho. Há 7 dias, ela publicou um vídeo mostrando João chorando, segundo Claytiana, a intenção não era expor o filho e sim mostrar que ele entendia a presença de equipe médica e demonstrava o receio de precisar ir ao hospital. A ex-namorada de João, de 17 anos, que é apontada como autora do disparo, foi apreendida e encaminhada a um centro educacional, onde responde por ato infracional semelhante ao crime de tentativa de homicídio. Estudante foi baleado na escola João Lucas Campelo foi baleado dentro de uma escola particular do Centro de Teresina, em quatro de dezembro de 2024. A ex-namorada de João, apontada como responsável pelo tiro, estudava na mesma escola que o rapaz. Segundo o delegado Tales Gomes, que atendeu a ocorrência, a situação aconteceu no refeitório da escola, onde estavam apenas os dois estudantes e uma funcionária da cantina. Os dois conversaram e em seguida aconteceu o disparo. O tiro atingiu a boca de João Lucas e ficou alojada na coluna. Depois do tiro, a jovem largou a arma em uma mesa no local e saiu correndo da escola. Ela se refugiou dentro de um estabelecimento e disse aos funcionários do local o que havia feito. Em seguida, ela foi apreendida pela Polícia Militar. A arma de fogo foi apreendida. Ela era de propriedade do pai da adolescente, um policial militar. Uma faca, do tipo peixeira, foi encontrada na mochila da menina. A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí (PMPI) informou ao g1 que abriu uma sindicância para apurar o envolvimento do pai da jovem. Em abril de 2025, o rapaz recebeu alta para continuar o tratamento em casa, em um serviço de home care. Polilaminina: estudante baleado dentro de escola no PI não poderá participar de tratamento inovador Reprodução/ Montagem G1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube