Polícia antiterrorismo do Reino Unido assume investigação da morte de ex-ministra britânica
Ann Widdecombe é encontrada morta na sua casa e polícia prende suspeito de assassinato Matthew Childs / Reuters A polícia antiterrorismo do Reino Unido assum...
Ann Widdecombe é encontrada morta na sua casa e polícia prende suspeito de assassinato Matthew Childs / Reuters A polícia antiterrorismo do Reino Unido assumiu as investigações sobre a morte da ex-ministra Ann Widdecombe, que foi encontrada sem vida em sua casa na semana passada, informou nesta segunda-feira (13) a ministra do Interior, Shabana Mahmood. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Após novas informações e evidências, eles (a polícia antiterrorismo) agora estão à frente da investigação sobre o horrível assassinato de Ann Widdecombe. A polícia está seguindo múltiplas linhas de investigação para estabelecer a motivação desse ataque”, disse Mahmood em comunicado na rede social X. Mahmood, no entanto, não deu mais detalhes sobre as novas informações e evidências em posse das autoridades. Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta em sua casa, em uma área rural do sudoeste da Inglaterra, na quinta-feira (leia mais abaixo). Sua morte já estava sendo tratada como um homicídio por conta de seu corpo ter sido encontrado com “ferimentos graves”, segundo a polícia. Porém, as autoridades haviam descartado motivações políticas. Agora no g1 🔍 Ann Widdecombe foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010 e ocupou diversos cargos ministeriais de menor escalão no governo do ex-premiê John Major. Após deixar o Parlamento, participou de programas de TV e, mais tarde, filiou-se ao Partido do Brexit, de Nigel Farage. Entre 2019 e 2020, foi deputada do Parlamento Europeu e, mais recentemente, atuou como porta-voz de imigração do partido Reform UK. Um homem britânico branco foi preso em Rotherham, no norte da Inglaterra, no fim da noite de sábado. O suspeito foi preso novamente sob suspeita de envolvimento, preparação ou instigação de atos de terrorismo, informou a BBC, citando a polícia antiterrorismo. Ao mesmo tempo, a polícia britânica anunciou nesta segunda que prendeu 12 pessoas como parte de uma investigação que descreveu como “relacionada a terrorismo de extrema direita” e ligada a uma suposta ameaça direcionada a um evento islâmico realizado no fim de semana. O evento transcorreu sem incidentes e teve cerca de 15 mil presentes. LEIA TAMBÉM: 'Pai do Brexit' renuncia a seu cargo no Parlamento do Reino Unido Larry, gato oficial da residência do premiê do Reino Unido, já é recordista de tutores no cargo; conheça o 'primeiro-felino' Primeiro-ministro do Reino Unido diz que Erdogan, da Turquia, presenteou líderes da Otan com revólveres Morte de ex-ministra Polícia investiga circunstâncias do assassinato da ex-ministra Ann Widdecombe, encontrada morta em sua casa Matt Keeble/PA via AP A ex-ministra britânica Ann Widdecombe foi encontrada morta em sua casa na tarde da última quinta-feira (9). A ex-parlamentar foi encontrada com ferimentos graves em sua residência na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra, após policiais serem chamados ao local. O caso estava sendo tratado pelas autoridades como homicídio. A polícia do Reino Unido havia prendido ainda na sexta (10) um homem de 26 anos, que chegou a ser considerado suspeito de ter cometido o assassinato. Horas depois, no entanto, ele foi solto. As autoridades disseram que ele não faz mais parte da investigação. Ao longo de sua carreira política, Widdecombe ficou conhecida por suas posições conservadoras. Era contrária ao aborto e defendia a política de manter presidiárias grávidas algemadas durante o parto para evitar fugas. Após o anúncio de sua morte, antigos colegas dos partidos Conservador e Reform UK prestaram homenagens à ex-ministra. A ministra Mahmood disse estar "profundamente entristecida" com a morte e classificou as circunstâncias do crime como "extremamente angustiantes". O ex-premiê Boris Johnson a descreveu, em publicação no X, como "uma heroína do Brexit e uma grande oradora, capaz de empolgar tanto o público conservador que era muito difícil discursar depois dela".