Países do Golfo consideram entrar na guerra contra o Irã, diz agência
Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Países do Golfo Pérsico estão con...
Fumaça sobe após ataque à refinaria de petróleo da Bapco em Sitra, no Bahrein, em 9 de março de 2026. REUTERS/Stringer Países do Golfo Pérsico estão considerando entrar na guerra do Irã ao lado de Estados Unidos e Israel, e isso pode ocorrer caso Teerã ataque sua infraestrutura crítica, revelou nesta terça-feira (24) a agência norte-americana Bloomberg. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, quase todos os países do Golfo estão perdendo a paciência com mísseis e drones que têm sido disparados contra eles pelo Irã desde o início da guerra. Apenas alguns poucos, como o Omã, ainda se mantém distantes dessa posição, segundo a agência. O Catar falou nesta terça em "encontrar formas de coexistir" com o Irã. Entre os mais irritados estão a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, de acordo com a agência. Eles são os que têm utilizado um linguajar mais contundente para condenar os ataques iranianos. O príncipe saudita, inclusive, tem incentivado Trump a continuar a guerra até que o regime do Irã seja derrubado. No entanto, eles só entrariam na guerra de fato caso o Irã cumpra com suas ameaças de atacar infraestruturas críticas como usinas de produção de energia ou instalações de dessalinização, dos quais a população desses países depende para conseguir água potável. O Irã vem realizando ataques retaliatórios contra diversos países do Golfo desde o início da guerra contra os EUA e Israel, no final de fevereiro. Isso porque essas nações abrigam bases militares dos EUA, que Teerã julga serem alvos legítimos no conflito. Até o momento, o Irã já lançou quase 5 mil mísseis e drones contra países do Golfo, segundo a agência. Um agravante nessa dinâmica é que os projéteis iranianos têm atingido áreas civis como aeroportos, hotéis de luxo e prédios residenciais. Nos últimos dias, os ataques iranianos escalaram para refinarias de petróleo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os países do Golfo Pérsico estão em uma "saia justa" desde o início da guerra por conta dos ataques retaliatórios iranianos, que consideram uma violação de sua soberania. Porém, até o momento, eles têm se limitado a acionar suas defesas aéreas para derrubar os projéteis e emitido notas de repúdio. Isso porque muitos se colocaram como modelos de estabilidade e neutralidade ao longo dos últimos anos, e também não querem ser associados a Israel. O temor por uma eventual entrada de alguns dos países do Golfo na guerra aumentou nos últimos dias por conta de um novo impasse entre os EUA e o Irã, de atacar infraestruturas críticas e energéticas. No sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou atacar usinas de energia iranianas caso Teerã não reabrisse o Estreito de Ormuz em até 48 horas. O regime iraniano retrucou ameaçando atacar infraestruturas críticas dos países do Golfo caso isso acontecesse. Trump, até o momento, não atacou essas estruturas iranianas mesmo após as 48 horas expirarem. Ele afirmou na segunda-feira que suspendeu esses ataques por mais cinco dias porque seu governo está em negociações com o Irã pelo fim da guerra, que segundo ele estão indo muito bem. O Irã, no entanto, negou diversas vezes estar em tratativas com Washington. LEIA TAMBÉM: Chefe da Otan diz que grupo de 22 países se prepara para reabrir Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã Irã tem mísseis para atingir a Europa? Entenda o alerta que surgiu após ataque contra ilha remota no Oceano Índico Príncipe da Arábia Saudita tem incentivado Trump a continuar guerra e destruir regime do Irã, diz jornal