Os principais números das eleições de meio de mandato nos EUA
Trump diz que vai respeitar resultado das midterms nos EUA 'se votação for honesta' Cerca de 250 milhões de americanos devem ir às urnas em 3 de novembro pa...
Trump diz que vai respeitar resultado das midterms nos EUA 'se votação for honesta' Cerca de 250 milhões de americanos devem ir às urnas em 3 de novembro para definir a composição do Congresso nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Eleições EUA 2026: resultado ao vivo do Congresso no governo Trump Realizadas a cada dois anos, no intervalo entre as eleições presidenciais, as legislativas são conhecidas como midterms. Tradicionalmente, elas funcionam como um referendo sobre o presidente em exercício e costumam resultar em perdas para o partido que ocupa a Casa Branca. Eleitores votam nas eleições presidenciais dos EUA em Madison, Wisconsin, em 5 de novembro de 2024. AP Photo/Kayla Wolf 435 deputados e 35 senadores Nos Estados Unidos, os integrantes da Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, são eleitos para mandatos de dois anos. Por isso, todas as 435 cadeiras da Casa estarão em disputa em 3 de novembro. Em 2024, os republicanos ampliaram sua maioria na Câmara em cinco cadeiras. Para retomar o controle da Casa, os democratas precisam conquistar apenas alguns dos distritos atualmente representados por republicanos. Nas eleições de meio de mandato de 2018, durante o primeiro governo de Donald Trump, os republicanos perderam 41 cadeiras. Em 2022, sob a presidência de Joe Biden, os democratas perderam nove. No Senado, os mandatos são de seis anos, e cerca de um terço das cadeiras é renovado a cada dois anos. Das 100 vagas da Casa, 35 estarão em disputa neste ano. Os republicanos de Trump têm atualmente 53 senadores. Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras para assumir o controle da Casa. Os mandatos dos parlamentares eleitos começarão em 3 de janeiro. Além das disputas para o Congresso, 36 governos estaduais também estarão em jogo. Outros 145 referendos estaduais serão realizados, com consultas sobre temas que vão do direito ao aborto à reforma do imposto de renda. LEIA TAMBÉM Brasileiros concorrem nas eleições dos EUA e fazem oposição a Trump; saiba quem são Eleições nos EUA: MAPAS vão mostrar apuração em tempo real Eleições de meio de mandato nos EUA: como funciona o sistema eleitoral americano? Democratas têm vantagem de 11 pontos Em uma pesquisa recente do Siena College para o jornal The New York Times, os candidatos democratas aparecem com vantagem de 11 pontos percentuais sobre os republicanos em nível nacional entre os eleitores registrados. O mesmo levantamento mostrou que apenas 21% dos entrevistados classificaram as condições econômicas dos Estados Unidos como "boas" ou "excelentes". Para 53%, a situação é "medíocre". A avaliação de Trump também é desfavorável. Segundo a média das pesquisas compilada pelo especialista Nate Silver, 37% dos americanos têm uma opinião positiva sobre a gestão do presidente, enquanto mais de 60% a avaliam negativamente. A uma semana da votação, o site especializado Decision Desk HQ estimava em 79% a probabilidade de os democratas recuperarem a maioria na Câmara dos Representantes. No Senado, a chance de o partido conquistar o controle da Casa era de 57%. Campanhas devem gastar US$ 11,6 bilhões O dinheiro continua sendo um fator central nas campanhas eleitorais americanas. Em 2026, os partidos e candidatos devem gastar cerca de US$ 11,6 bilhões (R$ 63,8 bilhões) em publicidade, segundo a agência AdImpact. O valor supera os US$ 8,9 bilhões (R$ 48,9 bilhões) registrados nas eleições de meio de mandato de 2022 e também fica acima do total gasto em 2024, ano de eleição presidencial.