Kuwait ativa defesa aérea contra ataques de mísseis e drones, e sirenes voltam a soar no Bahrein
EUA e Irã trocam ataques em meio a negociações de paz O Exército do Kuwait disse que suas defesas aéreas estavam interceptando ataques hostis de mísseis e...
EUA e Irã trocam ataques em meio a negociações de paz O Exército do Kuwait disse que suas defesas aéreas estavam interceptando ataques hostis de mísseis e drones na madrugada de quarta-feira (3, noite de terça no horário de Brasília). Os militares pediram à população que seguisse as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes. Quaisquer sons de explosões ouvidas seriam resultado de interceptações, afirma o Exército. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 Ao mesmo tempo, sirenes do sistema de defesa contra ataques aéreos voltaram a soar no Bahrein pela primeira vez desde o cessar-fogo assinado em 16 de abril entre EUA e Irã. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, os ataques partiram do Irã e foram repelidos com sucesso. "As forças americanas derrotaram com sucesso vários mísseis balísticos e drones iranianos e realizaram ataques de autodefesa na ilha de Qeshm em resposta às tentativas de ataques do Irã em todo o Oriente Médio", disse o Comando Central (CentCom), em uma mensagem nas redes sociais. "O Irã lançou vários mísseis balísticos em direção a países vizinhos da região; no entanto, todos falharam ao atingir seus alvos pretendidos. Dois mísseis iranianos disparados contra o Kuwait não atingiram seus alvos ou se fragmentaram durante a trajetória, e três mísseis lançados contra o Bahrein foram imediatamente interceptados pelas forças de defesa aérea dos EUA e do Bahrein", diz a nota. Kuwait e Bahrein abrigam bases militares dos EUA no Oriente Médio e foram alvos de ataques do Irã durante a guerra entre março e junho. Segundo a TV britânica BBC, 20 instalações americanas no Oriente Médio foram danificadas por ataques iranianos ao longo da guerra. Ataques em meio a negociações Embarcações no Estreito de Ormuz são visíveis perto da praia de Bandar Abbas, Irã, em 22 de maio de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS Apesar do cessar-fogo em vigor, EUA e Irã têm se acusado mutuamente de violar o acordo nos últimos dias. Ao mesmo tempo, negociadores têm se mantido em contato na tentativa de costurar um acordo de paz duradouro. Os EUA atacaram posições iranianas próximas ao Estreito de Ormuz, afirmando que as ações teriam ocorrido "em autodefesa". "Os Estados Unidos também estão violando o cessar-fogo, inclusive nesta manhã. As violações do cessar-fogo são, por si só, indicativas de má conduta e má-fé por parte dos EUA e apenas intensificam a desconfiança existente, que, com razão, deve sempre permanecer em nossas mentes, em qualquer interação com o lado americano", declarou Esmaeil Baghaei, porta-voz da diplomacia iraniana, em sua conversa semanal com jornalistas. Discussões sobre Ormuz Os eventos no Estreito de Ormuz, uma importante via navegável entre o Irã e Omã, abalaram a economia global. Carregamentos de quantidades significativas de petróleo, gás natural e suprimentos relacionados, como fertilizantes, estão em grande parte retidos, aumentando a pressão sobre consumidores e produtores de alimentos. O bloqueio dos EUA busca limitar os próprios carregamentos do Irã e enfraquecer ainda mais seu acesso a capital, agravando os problemas de sua economia já fragilizada. O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com assessores na sexta-feira (29), mas ainda não decidiu se avançará com um acordo para estender o cessar-fogo e reabrir o estreito. O Irã afirmou que o acordo ainda não foi finalizado. O tráfego comercial continuou fluindo discretamente pelo estreito, apesar das alegações do Irã de que precisa aprovar qualquer trânsito, embora em um volume muito menor do que antes da guerra.