Justiça suspende construção de aterro sanitário em Iranduba no interior do Amazonas

MP pede e Justiça embarga construção de aterro sanitário em Iranduba Foto: Divulgação/MPAM A Justiça do Amazonas determinou parar as obras de um aterro s...

Justiça suspende construção de aterro sanitário em Iranduba no interior do Amazonas
Justiça suspende construção de aterro sanitário em Iranduba no interior do Amazonas (Foto: Reprodução)

MP pede e Justiça embarga construção de aterro sanitário em Iranduba Foto: Divulgação/MPAM A Justiça do Amazonas determinou parar as obras de um aterro sanitário em Iranduba. A decisão atendeu a pedido do Ministério Público do Estado e aponta indícios de irregularidades no licenciamento ambiental dado à empresa Norte Ambiental Tratamento de Resíduos Ltda. A suspensão foi determinada dentro de uma ação movida pelas 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Iranduba. O processo tem como alvos a empresa, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e a Prefeitura de Iranduba. O juiz Felipe Nogueira Cadengue de Lucena concedeu decisão liminar e proibiu qualquer obra, terraplanagem ou retirada de vegetação ligada ao aterro. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo o juiz, o Ipaam liberou a licença de instalação nº 0099/2024-82 mesmo após decisão anterior que já havia mandado suspender o licenciamento. Também não foi apresentada a certidão de viabilidade ambiental da Prefeitura de Iranduba, exigida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Promotores verificaram na quinta-feira (12) que as obras já tinham começado, com terraplanagem e retirada de vegetação nativa. O secretário municipal de Meio Ambiente confirmou que a certidão obrigatória não foi emitida. A Justiça também apontou falha na audiência pública do projeto, feita na sede do município e não na comunidade afetada, como manda a norma do Conama. A ação foi apresentada pelos promotores Gérson de Castro Coelho e Leonardo Abinader Nobre, das 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Iranduba. O promotor Leonardo Abinader esteve no local e confirmou pessoalmente o andamento das obras. Os promotores alertaram que a obra poderia causar danos ambientais irreversíveis, como perda de vegetação, impacto no solo, nos rios e no ecossistema da região. O juiz destacou que, em casos ambientais, não vale a ideia de “fato consumado”, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Se a ordem não for cumprida, a empresa e o Ipaam terão de pagar multa diária de R$ 50 mil. O instituto também deve entregar, em até 15 dias, todo o processo de licenciamento. A Prefeitura de Iranduba e os demais réus terão de apresentar defesa. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente foram acionadas para garantir o cumprimento da decisão.