Justiça mantém condenação de acusado de matar e esquartejar ex-namorada no Acre
Juscelino Romeu de Almeida, de 45 anos, confessou ter matado Rayres Ferreira Jhonys David/Arquivo pessoal A Justiça do Acre negou recurso e manteve a condena�...
Juscelino Romeu de Almeida, de 45 anos, confessou ter matado Rayres Ferreira Jhonys David/Arquivo pessoal A Justiça do Acre negou recurso e manteve a condenação de Juscelino Romeu de Almeida, de 45 anos, pela morte e ocultação de cadáver da ex-namorada, Rayres Silva Ferreira, de 23 anos. A jovem desapareceu após um encontro em 21 de agosto de 2023, em Brasiléia, no interior do Acre. O g1 não conseguiu contato com a defesa. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Juscelino Almeida foi condenado a 32 anos e seis meses por homicÃdio qualificado por meio cruel, motivo torpe e feminicÃdio em outubro de 2024. Na época, ele também foi condenado a indenizar a famÃlia de Rayres em R$ 30 mil, contudo, após a nova sentença, o juiz considerou desnecessária a indicação de um valor especÃfico por se tratar de feminicÃdio, ficando a cargo do entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Imagens obtidas pela polÃcia mostram Rayres chega ao local onde foi vista pela última vez A defesa dele entrou com recurso ao tribunal com pedido de redução da pena, contudo, o relator não aceitou o pedido e manteve a condenação em regime fechado. Conforme apurado pelo g1, após a defesa pedir a redução da pena, os demais desembargadores acompanharam o entendimento do relator, o que resultou na manutenção integral da sentença que entendeu que a vÃtima era jovem e ainda deixou filhos órfãos. Conforme a decisão, a pena foi definida devido as circunstâncias do crime marcado por mistério e extrema violência. "O delito foi concretizado com o esquartejamento da vÃtima, o que extrapola o conteúdo mÃnimo do tipo penal", diz parte da decisão. LEIA TAMBÉM: Suspeito pelo desaparecimento de jovem no interior do AC é preso em bar no Amazonas Durante buscas por jovem sumida no interior do AC, polÃcia encontra sangue na casa da famÃlia do ex e próximo ao rio À época, ao ser preso, o homem confessou à polÃcia ter esquartejado e jogado os restos mortais de Rayres no Rio Acre, em Brasiléia. Contudo, nenhum vestÃgio do cadáver foi encontrado e os bombeiros encerraram as buscas pelo corpo da jovem após três dias de procura na região. Rayres Silva Ferreira, de 23 anos, está desaparecida desde agosto deste ano Arquivo pessoal Relembre o caso Rayres desapareceu em 21 de agosto de 2023, à época, a PolÃcia Civil e o Corpo de Bombeiros de Brasiléia, fizeram buscas pela jovem, após familiares comunicarem a ausência dela que havia sumido após sair para se encontrar com homem no municÃpio. Dois meses depois de denúncia, em outubro daquele ano, Juscelino Romeu de Almeida foi preso em um bar localizado no municÃpio de Lábrea, no interior do estado vizinho, e trazido ao estado acreano, onde foi ouvido. O acusado confessou o crime, e disse que levou a vÃtima para residência do seu genitor e, enquanto dormia, matou e ocultou o cadáver, em seguida, fugiu para BolÃvia. Uma ossada humana chegou a ser encontrada dentro de uma mala em 22 de outubro de 2024, em Brasiléia. Questionado sobre a possibilidade do corpo ser de Rayres, o delegado Erick Maciel disse que o corpo seria investigado. A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: PolÃcia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polÃcia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polÃcia; WhatsApp do Ministério da Mulher, FamÃlia e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em LÃngua Brasileira de Sinais (Libras). Reveja os telejornais do Acre