Jovens são condenados por matar indígena com socos e golpe na cabeça enquanto dormia; penas somam mais de 35 anos de prisão

Acusados por morte de indígena são condenados a mais de 20 anos de prisão Dois jovens foram condenados pela morte do indígena Davi Dias Apinaje. O crime aco...

Jovens são condenados por matar indígena com socos e golpe na cabeça enquanto dormia; penas somam mais de 35 anos de prisão
Jovens são condenados por matar indígena com socos e golpe na cabeça enquanto dormia; penas somam mais de 35 anos de prisão (Foto: Reprodução)

Acusados por morte de indígena são condenados a mais de 20 anos de prisão Dois jovens foram condenados pela morte do indígena Davi Dias Apinaje. O crime aconteceu em setembro de 2023, em Tocantinópolis. A vítima dormia na frente de uma loja quando foi atacada com socos e golpeada com um bloco de concreto na cabeça. Os réus foram condenados por homicídio triplamente qualificado e devem cumprir a pena em regime fechado. Eles ainda podem recorrer da decisão. Os condenados são Thalisson da Silva Cardoso, de 20 anos, e Iago Silveira Pinheiro, de 25 anos. A defesa de Thalisson informou à TV Anhanguera que analisa a sentença e avalia se vai recorrer para tentar reduzir a pena. Já os advogados de Iago Silveira Pinheiro confirmaram que vão entrar com recurso por considerarem a decisão do conselho de sentença injusta. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA TAMBÉM Indígena é morto com pedradas na cabeça enquanto dormia na frente de loja Família autoriza doação de órgãos de técnico do sub-20 do Águia de Marabá morto no Tocantins Justiça determina que motorista de carro de luxo que atropelou e matou motociclista volte para a prisão Jovens são condenados por assassinato de indígena em Tocantinópolis Reprodução/TV Anhanguera O julgamento foi presidido pelo juiz Helder Carvalho Lisboa, da 1ª Vara Criminal de Tocantinópolis. Durante a audiência, os jurados reconheceram que o crime foi cometido por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Iago Silveira Pinheiro foi condenado a 19 anos e três meses de prisão, e Thalisson da Silva Cardoso, a 16 anos e seis meses de prisão. Na sentença, o juiz ainda determinou o pagamento de R$ 50 mil para indenizar por danos morais aos filhos de Davi. Segundo o Tribunal de Justiça, os dois condenados estão presos desde o dia 20 de setembro de 2023, e o tempo da prisão provisória será descontado do total da pena. Relembre o caso Local onde indígena foi morto em Tocantinópolis Roberlan Cokim/Toc Notícias/Divulgação O crime aconteceu na madrugada do dia 16 de setembro de 2023, na esquina da Rua da Estrela com a Avenida Nossa Senhora de Fátima. Davi Dias Apinaje estava deitado na calçada quando foi surpreendido pelos réus. O indígena foi agredido com socos, pontapés e depois golpeado com um bloco de concreto de 12 quilos na cabeça. Conforme o Tribunal de Justiça, com base em depoimentos e imagens de segurança, Thalisson e Iago agrediram a vítima sem motivo após terem consumido bebida alcoólica. Na época, testemunhas contaram que a vítima não convivia mais na aldeia e passava a maior parte do tempo pelas ruas da cidade ingerindo bebida alcoólica. Um vigilante que trabalhava prestando serviço de moto contou que, por volta das 3h20, havia visto o indígena dormindo na frente de uma loja. No mesmo local ele avistou dois homens não indígenas. Ainda segundo o relato, alguns minutos depois, o vigilante retornou e já percebeu que o indígena estava ferido e, ao lado do corpo, havia uma pedra grande e suja de sangue. A perícia esteve no local e a polícia fez buscas, mas não conseguiu localizar nenhum suspeito. Íntegra da nota da defesa de Thalisson da Silva A Defesa de Thalissson da Silva Cardoso, já interpôs recurso de apelação para revisar a pena aplicada. Em relação a condenação, essa já era aguardada, pois Thalisson confessou o crime desde o momento que procurou a autoridade policial para se apresentar espontaneamente, está ciente de seu erro, arrependido e disposto a pagar, o que buscamos é apenas a adequação da pena. Íntegra da nota da defesa de Iago Silveira Iremos recorrer da decisão do conselho de sentença por entender que a decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos, tendo em vista que os jurados ignorarem completamente as provas e não acolheram o pedido da defesa para os afastamentos das qualificadoras, o que, na visão da defesa, são excessivas e têm, apenas o condão de elevar a pena. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.