Itamaraty confirma morte de dois brasileiros após ataques israelenses no Líbano

Itamaraty confirma mortes de brasileiros após ataques israelenses no Líbano O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda-feira (27) que um m...

Itamaraty confirma morte de dois brasileiros após ataques israelenses no Líbano
Itamaraty confirma morte de dois brasileiros após ataques israelenses no Líbano (Foto: Reprodução)

Itamaraty confirma mortes de brasileiros após ataques israelenses no Líbano O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda-feira (27) que um menino brasileiro de 11 anos, sua mãe, também brasileira, e o pai, libanês, morreram após ataques israelenses no Líbano. "O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel". (CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que a criança que morreu no ataque de Israel ao Líbano era uma menina de 11 anos. Na verdade, a vítima é um menino de 11 anos. A reportagem foi atualizada às 19:57 desta segunda-feira (27).) Neste domingo (26), o Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano, apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI. O Itamaraty informou ainda que o ataque israelense ao Líbano constitui mais um exemplo das "reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo" anunciado em 16 de abril. Isso porque, conforme o governo brasileiro, dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, morreram nesses ataques. "Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah", afirmou o Itamaraty. O Brasil vem defendendo ao longo das últimas semanas que as tropas israelenses devem deixar imediatamente o Líbano. Além disso, tem defendido que o cessar-fogo entre Israel e Irã seja estendido ao Líbano, garantindo a soberania do país. Segundo a nota divulgada nesta segunda, um dos filhos do casal — irmão da crianaça que morreu no ataque — foi levado para o hospital. “A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio”, informou o Itamaraty. Segundo o ministério, a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família dos brasileiros que morreram no ataque para prestar assistência. Fumaça no Líbano após um ataque israelense neste domingo (26). REUTERS/Shir Torem A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região. Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI. Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo. Prorrogação do cessar-fogo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington. A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias. Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados. Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.