Irã vai permitir a passagem de 20 petroleiros pelo estreito de Ormuz nos próximos dias, diz Paquistão

Irã tenta impedir escoamento de combustíveis no Oriente Médio O governo do Paquistão anunciou hoje que o Irã vai permitir a passagem de vinte petroleiros p...

Irã vai permitir a passagem de 20 petroleiros pelo estreito de Ormuz nos próximos dias, diz Paquistão
Irã vai permitir a passagem de 20 petroleiros pelo estreito de Ormuz nos próximos dias, diz Paquistão (Foto: Reprodução)

Irã tenta impedir escoamento de combustíveis no Oriente Médio O governo do Paquistão anunciou hoje que o Irã vai permitir a passagem de vinte petroleiros pelo Estreito de Ormuz nos próximos dias. Depois de fechar a rota no início da guerra, o Irã tenta estrangular as alternativas de escoamento do petróleo no Oriente Médio. A estratégia tem sido atacar oleodutos e portos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. O Estreito de Ormuz é a principal "torneira de petróleo" do Oriente Médio — mas não é a única. Há outras, menores, ainda abertas, que estão na mira dos drones e mísseis do Irã. Uma delas fica a mais de 100 km de Ormuz, já no Golfo de Omã. O porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, é um dos maiores centros de armazenamento de petróleo do mundo. Irã vai permitir a passagem de 20 petroleiros pelo estreito de Ormuz nos próximos dias, diz Paquistão Reprodução/Jornal Nacional Ali termina o oleoduto que transporta a produção dos campos de Abu Dhabi. A capacidade de escoamento é de aproximadamente um milhão e setecentos mil barris por dia, praticamente o mesmo volume exportado pelo Brasil. Outra rota alternativa fica na Arábia Saudita: um oleoduto com cerca de mil e duzentos quilômetros de extensão que atravessa o país e vai até Yanbu. Do porto de Yanbu, os petroleiros navegam pelo Mar Vermelho e cruzam o estreito de Bab el-Mandeb. Tanto Fujairah quanto Yanbu já foram alvos de ataques. Vitor Sousa, analista do setor de energia, diz que as rotas que não passam por Ormuz tem segurado — até agora - uma alta ainda maior do preço do barril de petróleo. "Eu acho que o preço do petróleo não está acima de 150 dólares, exatamente porque os países ao redor do Estreito de Ormuz, eles estão utilizando essas rotas alternativas. Então, são como se fossem vários capilares, enquanto que a principal artéria não está sendo utilizada." Até agora, os ataques não foram grandes o suficiente para interromper o fluxo de petróleo por essas rotas. Mesmo assim, preocupam os especialistas. É que reconstruir instalações de refino, armazenamento e terminais portuários leva tempo, anos até. Um estrago muito mais difícil de consertar do que o provocado pelo bloqueio de Ormuz. O professor de relações internacionais Leonardo Trevisan explica que o impacto das ofensivas à infraestrutura é mais profundo e duradouro. "Uma coisa é Ormuz, que pode ter uma guerra, até mesmo um petroleiro incendiado, você retira o petroleiro e os barcos voltam a funcionar, Ormuz volta a funcionar, é um período rápido de reequilíbrio da lei da oferta e da procura de petróleo. O caso do escoamento é bem diferente, os portos de escoamento. Bombardeados como eles foram pelo Irã, é bater onde dói."