Entenda fraude em concurso e desvios da educação em caso que investiga delegado e presidente da Câmara de Rio Verde

Presidente da Câmara Municipal de Rio Verde é preso A prisão do vereador e presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes (PRD), e de outros in...

Entenda fraude em concurso e desvios da educação em caso que investiga delegado e presidente da Câmara de Rio Verde
Entenda fraude em concurso e desvios da educação em caso que investiga delegado e presidente da Câmara de Rio Verde (Foto: Reprodução)

Presidente da Câmara Municipal de Rio Verde é preso A prisão do vereador e presidente da Câmara Municipal de Rio Verde, Idelson Mendes (PRD), e de outros investigados de participação em um esquema de fraude e desvios de recursos foi mais um capítulo de uma investigação que já dura mais de três anos. De acordo com investigações do Ministério Público de Goiás (MPGO), o parlamentar estaria envolvido na contratação do Instituto DeltaProto, do delegado Dannilo Proto, para a realização de um concurso público da Câmara. Em nota enviada ao g1, a defesa de Idelson Mendes disse que ainda não teve acesso completo à investigação e que está adotando as medidas cabíveis para soltá-lo (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). Já a defesa de Dannilo Proto também afirmou que ainda não teve acesso aos autos especificamente sobre o caso da licitação do concurso. Disse, ainda, que é "um caso nítido de acusação excessiva" (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Dannilo Proto foi preso em agosto de 2025, suspeito de fraudes em contratações públicas e desvio de recursos destinados a escolas estaduais em Rio Verde. De acordo com o Ministério Público, o esquema teria começado em 2020 e se expandido para a impressão de material didático para distribuição nas escolas estaduais e direcionamento ilícito da contratação de instituto para o certame do legislativo. Na época da prisão, o MPGO afirmou que a estimativa é que esquema tenha desviado mais de R$ 2,2 milhões dos cofres públicos. No mês seguinte, ele foi denunciado à Justiça. A operação que levou à prisão de Idelson foi a quarta fase da investigação. Segundo o Ministério Público, o objetivo do esquema com a organizadora do concurso, que seria a empresa do delegado, era uma "possível obtenção de vantagem indevida a partir da arrecadação de taxas de inscrição pagas pelos candidatos". Em fevereiro de 2024, após pedido do MP, a Justiça suspendeu o referido concurso, após a apuração apontar irregularidades na escolha do instituto, contratado de forma direta, sem licitação, pela Câmara de Rio Verde. Quase um ano depois, em março de 2025, a Justiça determinou que tanto a empresa quanto a Câmara deveriam devolver as taxas de inscrição para os candidatos. Presidente da Câmara de Rio Verde foi preso suspeito de envolvimento em fraudes na área de educação em que delegado foi denunciado em Rio Verde, Goiás Divulgação/MPGO e Reprodução/Instagram de Iseldon Mendes LEIA TAMBÉM Presidente da Câmara de Rio Verde é preso suspeito de envolvimento em fraudes na área de educação em que delegado foi denunciado Delegado é denunciado por desvio em contratos na área da educação em Rio Verde Delegado é preso suspeito de desviar R$ 2,2 milhões em contratos na área da educação em Rio Verde Relação continuou De acordo com apuração do repórter Cássio Ramos, da TV Anhanguera, mesmo com as investigações em andamento sobre essa contratação, a relação entre Idelson Mendes e Dannilo Proto continuou em pelo menos outros dois contratos, também fraudados, para execução de serviços de limpeza e reparo na fachada da Câmara, além de manutenção de internet. Em um dos áudios divulgados pela polícia, obtido pela TV Anhanguera, Dannilo fala com o presidente da Câmara que precisava falar sobre uma "situação". "Eu queria jogo rápido, bater um papo com o senhor, a respeito daquela situação nossa, só para a gente finalizar um alinhamento. O senhor tá indo para a Câmara? Tá ficando lá no gabinete? Ou prefere dar um pulinho aqui no instituto?", disse. O delegado Dannilo Proto e o presidente da Câmara de Rio Verde, Idelson Mendes, integravam esquema de fraude, segundo o MP Reprodução/ TV Anhanguera Além de Idelson, dois servidores da Câmara também foram presos. Segundo apurou o repórter Honório Jacometo, da TV Anhanguera, eles eram responsáveis por licitações e passavam informações sigilosas para o delegado Dannilo Proto, como, por exemplo, o dia da concorrência, o valor do contrato etc. As informações visavam ajudá-lo a vencer as licitações. Leia a íntegra da nota da defesa de Idelson Mendes: "A defesa de Idelson Mendes informa que, até o momento, ainda não teve acesso ao conteúdo completo da investigação que resultou na prisão decretada, o que impede uma análise detalhada dos fundamentos utilizados na decisão. Ressalta-se que a apuração ainda está em fase informativa e que o acesso aos autos é essencial para que a defesa possa exercer plenamente o direito de defesa, garantido pela Constituição. A defesa esclarece, ainda, que já está adotando todas as medidas jurídicas cabíveis para buscar a imediata soltura de Idelson Mendes, por entender que a prisão, neste momento da investigação, é injusta e desnecessária. Por fim, a defesa reafirma sua confiança no devido processo legal e destaca que, com o esclarecimento dos fatos, será possível demonstrar a real situação do investigado. Advogados Roberto Serra da Silva Maia e Carlos Barta Simon Fonseca". Leia a íntegra da nota da defesa de Dannilo Proto: "Não há nenhuma análise defensiva sobre os novos materiais apresentados. Sem análise de documentos, não temos nenhuma informação ou novidade. Na opinião defensiva, este é um caso nítido de overcharging (acusação excessiva, e tentaremos esclarecer no momento certo. Em relação ao possível envolvimento do delegado Dannilo Proto com o presidente da Câmara de Rio Verde, Idelson Mendes, para obter vantagens em processo de licitação, não há nada a declarar neste momento, pois não houve análise dos autos. Advogado Cil Farney Modesto Arrates Júnior". 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.