Eleitorado de Presidente Prudente envelhece e diminui 8,5% para as Eleições 2026, aponta TSE

Urna eletrônica em uma cabine eleitoral Reprodução/TV Globo O número de eleitores aptos a votar nas Eleições 2026 em Presidente Prudente (SP) reduziu 8,58...

Eleitorado de Presidente Prudente envelhece e diminui 8,5% para as Eleições 2026, aponta TSE
Eleitorado de Presidente Prudente envelhece e diminui 8,5% para as Eleições 2026, aponta TSE (Foto: Reprodução)

Urna eletrônica em uma cabine eleitoral Reprodução/TV Globo O número de eleitores aptos a votar nas Eleições 2026 em Presidente Prudente (SP) reduziu 8,58% se comparado às últimas eleições presidenciais, em 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) levantados pelo g1. Do total de 165.352 votantes em 2026, a maior parte tem entre 45 e 49 anos (15.778), seguida da faixa etária de 40 a 44 anos (15.580). Em contrapartida, o menor público vai de 16 (299) a 20 anos (2.396); essa faixa completa totaliza 6.901 pessoas. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Agora no g1 O perfil ainda conta com mais mulheres do que homens. O público feminino corresponde a 54% do total de eleitores prudentinos, ainda conforme os dados do TSE. Quando se observa o estado civil, 44% do público é de casados, enquanto 43% são solteiros. Na escolaridade, destaca-se o eleitorado com ensino médio completo, com 55.634 pessoas, o que corresponde a 33,65% do total. Em seguida estão a população com ensino superior completo (37.452) e a com ensino fundamental incompleto (25.308). A cidade contabiliza 1.461 analfabetos votantes e 1.896 eleitores que leem e escrevem. LEIA TAMBÉM Eleições 2026: propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa; veja as principais regras Bauru registra redução no número de eleitores pela primeira vez nos últimos dez anos Neste ano, os brasileiros vão às urnas para escolher presidente, governador estadual, deputados estaduais e federais e senadores. A votação do primeiro turno ocorre no dia 4 de outubro, e o segundo turno, se necessário para os cargos Executivos (presidente e governador), está marcado para 25 de outubro. Eleições 2022 Nas últimas eleições presidenciais, em 2022, o eleitorado prudentino era maior. O total era de 180.860 pessoas, 15.508 eleitores a mais do que neste ano. Em relação à faixa etária, a maior parte era composta por pessoas que tinham entre 40 e 44 anos (17.028), seguida da faixa entre 35 e 39 anos (16.579). O menor público também contava com adolescentes de 16 anos (582) a jovens de 20 anos (2.386); o total dessa faixa era de 8.067 pessoas. O público feminino também liderava o perfil, com 54% do total do eleitorado. No entanto, o percentual de pessoas casadas era 47%, e o de solteiros, 40%. O grau de instrução escolar seguia o mesmo padrão, tendo como maioria o público com ensino médio completo (55.177), seguido por um eleitorado com ensino superior completo (38.317) e ensino fundamental incompleto (33.498). O índice de analfabetos também era maior, com 3.743 pessoas. Já as pessoas que liam e escreviam somavam 4.912. Veja abaixo uma síntese do eleitorado das eleições entre 2016 e 2026 em Presidente Prudente: O eleitorado envelheceu? Em entrevista ao g1, Luís Antônio Barone, sociólogo e livre-docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp de Presidente Prudente, observa que a faixa etária do eleitorado prudentino corresponde ao envelhecimento da população brasileira. Mas qual é o impacto disso no eleitor e trazendo isso para o território municipal de Presidente Prudente? No geral, conforme Barone, esse eleitor tende a se tornar mais conservador, ou seja, menos ousado nas suas opções. “Isso limita um pouco os extremos: a direita e a esquerda”, comenta. O sociólogo reforça que essa tese geral da sociologia não vale em todos os casos. Ele cita que o Brasil está vivendo um contexto de “extrema polarização política” e, sobretudo, a extrema direita chama os “velhos e bons tempos como um mito a ser recuperado, sobretudo no aspecto da segurança pública”. “Isso tende a cativar mais esse eleitorado que é conservador, no sentido de não fazer grandes mudanças, está cansado de um regime político que não tem dado respostas, que a democracia de fato, uma democracia substantiva demanda”, diz. Já o perfil do eleitorado jovem ainda é minoria e, na visão de Barone, isso se dá por fatores demográficos, à não obrigatoriedade do voto para jovens entre 16 e 18 anos e ao descrédito na instituição eleitoral. “‘Por que eu vou votar se nada disso vai resolver os meus problemas’? Essa realidade da descrença no sistema democrático representativo é um desestímulo aos mais jovens e isso vale também para o eleitorado para o qual o voto é obrigatório, ou seja, aqueles indivíduos de 18 a 25, 30 anos, que também são desiludidos com relação à política”, explica. Eleitorado feminino Outro aspecto do perfil do eleitorado de Presidente Prudente é que o sexo feminino segue sendo maioria. Esse fato é considerado relevante e decisivo, conforme o sociólogo e livre-docente da Unesp. Para o especialista, de modo geral, o público feminino tende a ter uma maior sensibilidade social com relação a políticas públicas de combate à miséria e à pobreza, além de uma perspectiva diferente com relação à violência e à dimensão da violência de gênero. “Veja só, um tema que é muito importante para essa eleição, um tema caríssimo na bandeira da direita brasileira, que é o da segurança pública, nós temos um curto-circuito, por assim dizer, quando a gente pega números gerais com relação à questão do voto feminino”, analisa. Agora, como isso efetivamente vai rebater em Presidente Prudente, não é possível afirmar, diz Barone. Ele acrescenta que desconhece pesquisas que estejam levantando a opinião do eleitorado feminino prudentino. Qualificação educacional Veja o perfil educacional do eleitorado em 2026 de Presidente Prudente Raissa Oliveira/Arte g1 A questão educacional é complexa para ser analisada, conforme Barone, haja vista, “infelizmente, a qualidade baixa da educação pública brasileira, principalmente no ensino médio, cuja premissa nas diretrizes e bases da educação brasileira deveria estar calcada na formação do cidadão”. Para o sociólogo, do lado do segmento da população com maior poder aquisitivo isso não acontece porque há um privilégio de escolas particulares que vão, na verdade, formar futuros ingressantes nas universidades. Nesse cenário, o ensino médio acaba sendo um “gigantesco cursinho pré-vestibular ou pré-Enem”, com a perspectiva de ingresso no ensino superior. “É claro que isso rebate no comportamento do eleitorado, de forma que, é claro que com exceções, com camadas específicas da população de ensino médio completo, o comportamento desse eleitorado não chega a ser tão discrepante num eleitorado de menor frequência escolar, de menor presença na educação formal, como por exemplo, aqueles que têm o ensino médio incompleto ou até mesmo ensino fundamental completo”, analisa. Agora, com relação a uma população com nível superior completo, espera-se também, em teoria, que esse seja um eleitor com maior capacidade crítica, com maior capacidade de avaliar o processo e os candidatos, conforme disse ao g1 o livre-docente da Unesp. “Infelizmente, a gente não vê isso se desenvolvendo de forma tão intensa. Nós vivemos num contexto em que a disputa eleitoral, principalmente mobilizada a partir das redes sociais, e há toda uma teorização sobre isso, mostra prevalência de um de um comportamento que não se pauta pela razão, mas pela emoção”, comenta. Para Barone, esse cenário é um risco que o brasileiro corre, mesmo levando em consideração que um eleitor com nível superior completo, teoricamente, tenha mais capacidade de fazer uma avaliação racional. “Porém, num contexto em que a escolha cada vez mais é estimulada a partir das paixões, dos afetos e da emoção, do que da razão, então nós temos também aí um curto-circuito”, diz. “Uma interpretação que é minha, mas que, na verdade, obviamente, é compartilhada por outros analistas, é que esse curto-circuito caracteriza um pouco o nosso tempo e que é um sintoma de uma crise em todo o sistema representativo, não só no Brasil, inclusive, é claro que isso vai repercutir nas escalas micro ou, no caso, na escala municipal, que é Presidente Prudente”, continua. Eleições presidenciais Nas eleições presidenciais deste ano, mais de 150 milhões de brasileiros vão às urnas para escolher os representantes que comandarão o país e os estados nos próximos quatro anos. Ao todo, cada eleitor digitará seis votos na urna eletrônica, divididos entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo. Na esfera nacional, a disputa define a Presidência da República e as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados. No âmbito estadual, serão escolhidos os governadores, os deputados estaduais (ou distritais, no Distrito Federal) e duas vagas ao Senado por estado — este ano, a Casa renova dois terços de suas 81 cadeiras. Confira a ordem de votação na urna: Deputado federal (4 dígitos) Deputado estadual ou distrital (5 dígitos) Senador - 1ª vaga (3 dígitos) Senador - 2ª vaga (3 dígitos) Governador e vice (2 dígitos) Presidente e vice (2 dígitos) Initial plugin text Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM