Diretor de agência nuclear da ONU diz que Irã precisará de verificação nuclear 'muito avançada'

Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz, no Irã, em 24 de janeiro de 2025 Maxar Technologies/Handout via REUTERS O Irã precisará de um si...

Diretor de agência nuclear da ONU diz que Irã precisará de verificação nuclear 'muito avançada'
Diretor de agência nuclear da ONU diz que Irã precisará de verificação nuclear 'muito avançada' (Foto: Reprodução)

Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz, no Irã, em 24 de janeiro de 2025 Maxar Technologies/Handout via REUTERS O Irã precisará de um sistema de verificação "muito avançado" quando a guerra terminar para garantir que o país não desenvolva armas nucleares, declarou nesta sexta-feira (26) o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Estados Unidos e Irã prosseguem com as negociações para alcançar um acordo de paz duradouro, um processo que deve abordar a questão delicada do programa nuclear de Teerã. "O objetivo do acordo é garantir que não aconteça nenhum desenvolvimento de armas nucleares no Irã. O governo iraniano declarou muito claramente que esta não é a sua intenção. Claro, as intenções não bastam. Precisamos implementar um sistema de verificação muito avançado (...) o mais rápido possível", afirmou o argentino Grossi durante uma entrevista coletiva no Japão. Grossi disse que o organismo de vigilância atômica das Nações Unidas "apenas" começou a conversar com Teerã sobre o que vai acontecer com as reservas de urânio após o recente memorando de entendimento com Washington. Agora no g1 "Tivemos conversas iniciais (...) Esperamos que o trabalho seja acelerado em breve", declarou Grossi. Antes dos bombardeios de Israel e dos Estados Unidos de junho de 2025 contra as instalações nucleares do Irã, a AIEA calculou que a República Islâmica tinha 440 quilos de urânio enriquecido a 60% - o nível necessário para produzir uma arma atômica é de 90%. Desde então, não está claro o que aconteceu com as reservas, porque o Irã rejeita o acesso dos inspetores da AIEA aos locais bombardeados. O acordo alcançado entre Washington e Teerã aponta para a possibilidade de diluir as reservas, mas Grossi abriu a porta para uma opção alternativa. "Também poderia ser exportado diretamente. Isso poderia ser mais complicado, mas existem muitas alternativas técnicas para tratar este material", acrescentou. Teerã sempre negou o desejo de desenvolver armas atômicas, mas mantém a postura sobre o direito de desenvolver um programa nuclear civil.