Conselho Internacional de Supervisão da Meta critica atuação da empresa durante as eleições no Brasil

Conselho Internacional de Supervisão da Meta critica atuação da empresa durante as eleições no Brasil O Conselho Internacional de Supervisão da Meta - don...

Conselho Internacional de Supervisão da Meta critica atuação da empresa durante as eleições no Brasil
Conselho Internacional de Supervisão da Meta critica atuação da empresa durante as eleições no Brasil (Foto: Reprodução)

Conselho Internacional de Supervisão da Meta critica atuação da empresa durante as eleições no Brasil O Conselho Internacional de Supervisão da Meta - dona do Facebook, Instagram e WhatsApp - divulgou um comunicado com críticas à atuação da empresa durante as eleições no Brasil. O conselho de supervisão é um órgão da Meta composto por especialistas de todo o mundo que analisa de forma independente como a empresa distribui os conteúdos publicados nas redes sociais. Na declaração divulgada nesta terça-feira (20), o conselho afirmou que “está preocupado com as falhas recorrentes na aplicação das normas eleitorais da Meta” e afirmou que a empresa precisa fazer mais para garantir que suas práticas de fiscalização durante as eleições sejam transparentes e consistentes. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O documento citou restrições técnicas que afetaram as contas de um candidato à Presidência no Brasil, levando a alegações de interferência eleitoral. Segundo o conselho, a aplicação excessiva das políticas de fraude da Meta contra as contas de anúncios do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, representa uma falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de revisores especializados. O conselho também lembrou que, depois das eleições presidenciais de 2022, já havia cobrado da Meta a criação de indicadores para medir a eficácia das medidas de proteção eleitoral. Segundo o documento, “a Meta ainda não estabeleceu métricas públicas que avaliem de forma transparente a eficácia - ou as lacunas críticas - de sua atuação. Isso precisa mudar”. Conselho Internacional de Supervisão da Meta critica atuação da empresa durante as eleições no Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Na segunda-feira (19), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou que a Meta comprovasse, em até 24 horas, que adotou medidas para garantir igualdade entre as campanhas. Em resposta protocolada nesta terça-feira (20), a empresa informou que cumpriu as determinações da Corte para garantir tratamento isonômico na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios durante o segundo turno das eleições; e que os conteúdos das duas candidaturas, de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, são tratados de forma igual e não discriminatória. Ao TSE, a Meta afirmou que, para garantir isonomia, adota a revisão humana quando um anúncio é sinalizado pela revisão automatizada, medida que, segundo a Meta, vai vigorar até domingo (25), dia da eleição. De acordo com a Meta, até lá, qualquer restrição automatizada às contas de anúncios das duas candidaturas é revista em até duas horas. As medidas foram determinadas pelo TSE depois de um pedido da campanha de Lula. Após a decisão, a campanha de Flávio Bolsonaro também afirmou ao TSE que conteúdos da campanha dele foram prejudicados nas plataformas da empresa. À noite, representantes da Meta, das duas campanhas e do TSE se reuniram com o ministro Marco Aurélio Bellizze na sede do tribunal, em Brasília. A reunião foi marcada a pedido da Meta para apresentar as medidas adotadas pela empresa para garantir a igualdade na distribuição dos conteúdos. Em resposta às críticas feitas pelo conselho independente de supervisão, a Meta informou: “Cada um dos incidentes técnicos citados tem uma explicação direta e documentada”. A empresa negou que os incidentes reflitam direcionamento político. Disse, ainda, que cumpre a legislação brasileira e corrige erros quando acontecem; e que garantem condições igualitárias a todos os usuários das plataformas. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Conselho da Meta aponta falhas 'recorrentes' na moderação de conteúdo eleitoral Meta diz ao TSE que tomou medidas para candidaturas serem tratadas de forma igual