Como é Tristão da Cunha: ilha mais isolada do mundo registra caso suspeito de hantavírus

Tristão da Cunha, ilha mais isolada do mundo Divulgação Um novo caso suspeito de hantavírus colocou em alerta a remota ilha de Tristão da Cunha, considerad...

Como é Tristão da Cunha: ilha mais isolada do mundo registra caso suspeito de hantavírus
Como é Tristão da Cunha: ilha mais isolada do mundo registra caso suspeito de hantavírus (Foto: Reprodução)

Tristão da Cunha, ilha mais isolada do mundo Divulgação Um novo caso suspeito de hantavírus colocou em alerta a remota ilha de Tristão da Cunha, considerada uma das regiões habitadas mais isoladas do planeta. O possível infectado é um cidadão britânico, segundo informado na sexta-feira (8) pela agência de segurança sanitária do Reino Unido. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça As autoridades continuam rastreando passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius e pessoas que tiveram contato com eles após o surto. Dos oito casos suspeitos identificados até agora, seis já foram confirmados. A embarcação passou pela ilha em 15 de abril. O caso chama atenção não apenas pelo avanço do vírus, mas também pelo local onde surgiu. Onde fica Tristão da Cunha? Tristão da Cunha faz parte do território britânico ultramarino de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha. A ilha fica em uma área extremamente isolada do Atlântico Sul. A terra habitada mais próxima é Santa Helena, a cerca de 2.400 quilômetros de distância, enquanto a África do Sul está aproximadamente 2.800 quilômetros a leste. Com apenas 98 km² de área, Tristão da Cunha é cerca de 220 vezes menor que Sergipe, o menor estado brasileiro, que tem aproximadamente 21,9 mil km². Tristão da Cunha, a ilha mais isolada do mundo Divulgação/Administração de Tristão Não existe aeroporto na pequena ilha. A única maneira de chegar à ilha é pelo mar, em viagens que partem de Cidade do Cabo cerca de dez vezes por ano — a depender das condições do oceano, a travessia pode levar quase uma semana. O isolamento é tanto, que o conjunto de ilhotas é considerado o local mais isolado do mundo. Vídeos em alta no g1 O pequeno povoado de cerca de 200 moradores Toda a população vive em Edinburgh of the Seven Seas. Segundo dados do site oficial da administração do arquipélago, vivem na ilha apenas 216 pessoas, muitas delas descendentes de um pequeno grupo de colonos que se estabeleceu na região no século XIX. Por lá, todas as terras pertencem coletivamente à comunidade local, com regras rígidas para evitar desigualdades econômicas entre os moradores. A criação de animais, por exemplo, é controlada para preservar áreas de pastagem e impedir concentração de riqueza. Estrangeiros não podem comprar terras nem morar permanentemente na ilha. Infográfico sobre Tristão da Cunha. Elaboração G1 Economia baseada em pesca e agricultura A economia local é pequena e baseada principalmente em agricultura de subsistência, pesca e venda de selos e moedas comemorativas para colecionadores. O turismo até existe, mas em escala reduzida. Visitantes costumam buscar experiências ligadas à natureza e ao isolamento extremo do arquipélago. Entre as atrações está o vulcão Queen Mary’s Peak, principal ponto geográfico da ilha. Em 1961, uma erupção do vulcão obrigou toda a população local a ser evacuada temporariamente para o Reino Unido. Meses depois, parte dos moradores decidiu retornar ao arquipélago e reconstruir a comunidade. Tristão da Cunha, a ilha mais isolada do mundo Divulgação/Administração de Tristão O hantavírus Indentificado em ao menos seis pessoas a bordo do navio, o hantavírus causa uma doença chamada hantavirose. Em humanos, ela pode se manifestar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). De acordo com informações do Ministério da Saúde brasileiro, a infecção em humanos pode levar a um comprometimento cardíaco. LEIA MAIS: Devemos nos preocupar com o hantavírus? 👉 Entre os principais sintomas da doença estão: Fadiga Febre Dores musculares Dores de cabeça Tonturas Calafrios Problemas abdominais Em quadros mais graves, pode levar a problemas pulmonares e cardiovasculares mais severos e característicos, podendo evoluir para a síndrome da angústia respiratória (SARA). O hantavírus ficam em roedores silvestres, que podem eliminar o vírus pela urina, saliva e fezes. Os roedores podem carregar o vírus por toda a vida sem adoecer. A forma mais comum de um humano se infectar por hantavírus é pela inalação de aerossóis formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados. O vírus pode passar para humanos também das seguintes formas: Corte na pele causado por roedores; Contato do vírus com mucosa (olhos, boca ou nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores; Transmissão pessoa a pessoa, relatada na Argentina e Chile, associada ao hantavírus Andes. *Com informações da Reuters Tristão da Cunha, a ilha mais isolada do mundo Divulgação/Administração de Tristão