Avião de Almir Sater e outros 2 roubados em MS são encontrados na Bolívia após quase 5 anos
Polícia apura se avião de Almir Sater foi levado para Bolívia Três aviões roubados há quase cinco anos do aeroporto de Aquidauana (MS) foram encontrados n...
Polícia apura se avião de Almir Sater foi levado para Bolívia Três aviões roubados há quase cinco anos do aeroporto de Aquidauana (MS) foram encontrados na Bolívia. Segundo as autoridades bolivianas, entre eles está uma aeronave do cantor e compositor Almir Sater. Os aviões foram levados em 2021, durante uma invasão ao aeroporto que envolveu ao menos 18 criminosos armados. A informação foi confirmada ao g1 pelo secretário de Segurança Cidadã de Santa Cruz, Jorge Santiesteban, na manhã desta sexta-feira (28). Segundo ele, as três aeronaves estão no Aeródromo Mondaca, em Santa Cruz, sob custódia das autoridades bolivianas. O g1 também entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que orientou que os questionamentos sobre a localização dos aviões fossem encaminhados às autoridades da Bolívia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp As matrículas informadas pelo secretário são as mesmas dos três aviões roubados em Aquidauana em setembro de 2021: PT-DST, um Cessna 182 Skylane, de Almir Sater; PT-ING, um Bonanza V35B, do pecuarista e ex-prefeito de Aquidauana José Henrique Trindade; PT-KDI, um Cessna 182 Skylane, do pecuarista Zelito Alves Ribeiro e do sócio Joel Jacques. Santiesteban não informou quando os aviões foram localizados nem deu detalhes sobre as condições em que foram encontrados. A assessoria do cantor diz que não foi informada oficialmente. Um dos aviões roubados era de Almir Sater. Reprodução Suspeita sobre Bolívia já existia A Bolívia já aparecia como possível destino das aeronaves desde o início da investigação. Em janeiro de 2023, o g1 mostrou que o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) apurava a suspeita de que aviões apreendidos no país vizinho pudessem ser os mesmos roubados em Aquidauana. Na época, porém, não havia confirmação de que se tratava das mesmas aeronaves. A polícia havia comparado características dos aviões por fotografias e aguardava autorização do governo boliviano para realizar uma perícia. Também havia a suspeita de que as aeronaves pudessem ter sido utilizadas pelo tráfico internacional de drogas. A hipótese fazia parte da investigação, mas dependia da perícia para avançar. Aeródromo está sob custódia Segundo Santiesteban, o Aeródromo Mondaca está interditado e sob custódia judicial das autoridades bolivianas desde março de 2022, após uma grande operação contra o narcotráfico. Conforme as informações repassadas pelo secretário, a operação identificou dezenas de hangares e aeronaves ligados a atividades ilícitas. O complexo também é conhecido comercialmente como La Cruceña e permanece sem operações aéreas comerciais ou civis autorizadas. Ainda não há informações sobre os procedimentos necessários para que as aeronaves sejam periciadas ou devolvidas aos proprietários. Roubo teve 18 criminosos Os três aviões foram roubados na madrugada de 6 de setembro de 2021, no aeroporto de Aquidauana, a cerca de 140 quilômetros de Campo Grande. Segundo a polícia informou ao g1 na época, ao menos 18 criminosos armados e encapuzados participaram do crime. O grupo entrou pelos fundos do aeroporto, rendeu o vigia e o obrigou a abastecer as aeronaves. Depois, o funcionário foi amarrado e os criminosos decolaram com os três aviões. Uma testemunha relatou à polícia que ouviu o barulho das aeronaves levantando voo, mas acreditou que se tratasse de uma emergência médica e não foi verificar. Ainda nas primeiras horas após o roubo, a Bolívia surgiu como um dos possíveis destinos. O Dracco chegou a manter contato com a Força Aérea Brasileira (FAB) para verificar se os radares instalados na região de fronteira haviam registrado os voos. Ao menos seis pessoas haviam sido presas durante a investigação até janeiro de 2023, conforme informações divulgadas pelo g1 na época. Um dos suspeitos foi localizado na Bolívia. Avião de Almir era usado no Pantanal Após o roubo, Almir Sater contou ao g1 que usava a aeronave nas atividades das propriedades rurais da família no Pantanal, principalmente durante os períodos de cheia. “A aeronave atendia minha fazenda, não era para shows. Atendia nossa vida pantaneira”, afirmou o cantor na época. Veja mais vídeos do Mato Grosso do Sul