Ajudar o próximo, fazer a diferença na sociedade: jovens de Ribeirão Preto revelam por que passaram a dedicar tempo livre a ações sociais

Lia Bardella Monteiro, de 15 anos, e Luis Henrique Vitor Martins Júnior, de 16, fazem parte de grupos engajados em ações sociais em Ribeirão Preto, SP Arqui...

Ajudar o próximo, fazer a diferença na sociedade: jovens de Ribeirão Preto revelam por que passaram a dedicar tempo livre a ações sociais
Ajudar o próximo, fazer a diferença na sociedade: jovens de Ribeirão Preto revelam por que passaram a dedicar tempo livre a ações sociais (Foto: Reprodução)

Lia Bardella Monteiro, de 15 anos, e Luis Henrique Vitor Martins Júnior, de 16, fazem parte de grupos engajados em ações sociais em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal O ano de 2025 chega ao fim com a sensação de dever cumprido para dois jovens de Ribeirão Preto (SP) que têm dedicado o tempo livre fora da sala de aula para se envolver em ações sociais. Lia Bardella Monteiro, de 15 anos, e Luis Henrique Vitor Martins Júnior, de 16, fazem parte de grupos diferentes, mas que tem o mesmo propósito: ajudar o próximo. Em comum, os adolescentes dizem que o olhar para realidades que não fazem parte da realidade deles tem transformado o jeito que eles veem o mundo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "É um aprendizado para lidar com pessoas, porque a gente lida com pessoas muito diversas, tanto nos projetos que a gente faz, quanto estando lá dentro [do grupo]. A gente é muito incentivado a ser acolhedor", diz Lia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A jovem faz parte do Interact, programa do Rotary Club para jovens de 12 a 18 anos, focado em desenvolvimento de liderança e serviço comunitário. Ao g1, ela revelou que o grupo ensina muito mais do que é proposto e o altruísmo surge de maneira genuína. "Eu entrei no Interact porque o meu pai fez parte quando era mais novo. Ele comentou comigo uma época que eu estava querendo uma atividade extra envolvendo ações sociais. Desde o primeiro momento, a gente é motivado no grupo. Tem alguém novo, a gente vai conversar, inclui a pessoa". LEIA TAMBÉM Conheça a história da adolescente que teve recuperação milagrosa após enfrentar câncer e AVC Pedro Severino bate bola e comemora recuperação após acidente que o deixou entre a vida e a morte: 'Ano de superação' Aos 8 anos, menina vence dois cânceres e mãe se emociona: 'Vê-la sendo criança de novo é um milagre' 'Cada gota fez diferença', diz mãe que teve crises de ansiedade e dificuldade para amamentar gêmeas Uma das ações que Lia faz parte é o Recicla Bike, onde os jovens arrecadam bicicletas ao longo do ano e doam para crianças de uma comunidade em Ribeirão Preto. "A gente, infelizmente, não consegue doar para todas as crianças, então acaba tendo que sortear as bicicletas. Da últimas vezes que a gente fez, a gente levou barbeiros, trancistas. A gente faz um evento para as crianças e, muitas vezes, também levamos brinquedo para distribuir". São vários eventos ao longo do ano e Lia costuma participar de todos. Para ela, estar junto ajuda a entender melhor o mundo em que vive e o que pode fazer pelo outro. "Estou há um ano e quatro meses, mais ou menos e, pra mim, faz diferença. Para além das atividades sociais, lá dentro a gente aprende muito também". Lia Monteiro e o grupo do Interact Entre Rios, programa do Rotary Club, durante ação social em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Dar sem esperar receber Em abril deste ano, Luis Henrique entrou na Ordem DeMolay, uma instituição social para jovens do sexo masculino entre 12 e 21 anos, que auxilia na formação cívica e social. Fazer parte do grupo abriu as portas para algo que ele sempre fez e passou a fazer ainda mais: ser solidário. "Eu acho que desde muito cedo sempre fui um menino que pensa muito no futuro. Eu vi não só a oportunidade de me desenvolver, mas de ajudar o próximo. Eu estou agregando para o meu futuro e para o futuro do próximo também". Luis Henrique e os amigos durante ação social da Ordem DeMolay em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Ao g1, Luis contou que uma das ações mais marcantes que participou aconteceu em uma escola pública, com diversos serviços prestados à sociedade. Como ele também vem da rede pública (Luis estuda na EMEF Professor Eduardo Romualdo de Souza), se emocionou. "Um dos atendimentos que a gente teve mais busca foi o exame de vista, que é o que muitas crianças, ainda mais em escolas públicas, tem a dificuldade. Então foi prestado, eu acho, que mais de 130 atendimentos só nessa área. Eu também uso óculos, então, acho que é muito importante não só levar ação social, mas também essas oportunidades". Para 2026, Luis projeta ainda mais ações e espera contar com ainda mais jovens no grupo que faz parte. "É muito legal a gente poder ajudar o próximo, né? A ação social é uma forma de a gente levar amor a quem precisa. Termino 2025 com um sentimento de gratidão. Ano que vem a gente pretende buscar mais jovens que querem fazer parte dessa ordem, fazer parte dessa união e dessa nossa família". Ação social leva atividades para crianças em Ribeirão Preto, SP Arquivo pessoal Mais jovens e mais ações O incentivo para que cada vez mais jovens se empenhem em participar de ações sociais, muitas vezes, parte das próprias escolas. Em Ribeirão Preto, um projeto desenvolvido pela Secretaria de Educação incentiva adolescentes a se envolverem cada vez mais em programas que vão ajudar a comunidade que vivem. "Eu vejo que a educação é o princípio de tudo e a escola é a guardiã dos sonhos dos jovens. Por ali passam muitas ideias, passam pessoas que sonham, que precisam de oportunidades, que querem fazer a diferença, que precisam, às vezes, de uma palavra, de um incentivo, de uma ajuda, de uma informação que muda a vida delas", diz Roberta Poltronieri, gerente de gestão democrática. A gestão democrática coordena processos participativos nas escolas municipais de Ribeirão Preto que envolvem conselhos, grêmios estudantis e fóruns. "Essas oportunidades mostram que quando você oferece espaço de aprendizagem para os alunos, que não seja só aprendizagem de leitura e de escrita na escola, mas aprendizagem na cidade, eles se engajam, eles aprendem e demonstram interesse". Em 2025, seis escolas participaram dos projetos desenvolvidos pela gestão democrática. Para o próximo ano, Roberta espera a adesão de mais unidades. "A intenção é que os professores passem também a engajar os alunos com conteúdos e projetos, que as escolas passem a adotar oportunidades de temas transversais à educação para os alunos terem cada vez mais oportunidade de aprendizagem com temas relevantes à vida e à sociedade". Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região